FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS CELEBRA ROSSINI E LANÇA SUA TEMPORADA 2019

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Para celebrar os 150 anos da morte do italiano Gioacchino Rossini, a Filarmônica de Minas Gerais apresenta uma das mais belas obras do compositor, a Pequena Missa SoleneNo elenco, grandes nomes da cena lírica nacional como Edna D’Oliveira (soprano) Luisa Francesconi (mezzo-soprano), Paulo Mandarino (tenor), Sávio Sperandio (baixo) e o Coral Concentus Musicum de Belo Horizonte, que tem a regência de Iara Fricke Matte. As duas apresentações serão realizadas nos dias 8 e 9 de novembro, às 20h30, na Sala Minas Gerais. A regência é do maestro Fabio Mechetti. No concerto do dia 8 de novembro, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais fará o lançamento de sua Temporada 2019.

 

Na série de palestras sobre obras, compositores e solistas, promovidas pela Filarmônica antes das apresentações, entre 19h30 e 20h, o público poderá assistir aos comentários do maestro Arnon Oliveira, graduado em Piano e Regência pela Escola de Música da UFMG, Mestre em Musicologia, com ênfase em Música Brasileira, pela Unirio, regente e diretor artístico dos coros Madrigale e BDMG. As palestras são gravadas em áudio e ficam disponíveis no site da Orquestra.

 

Estes concertos são apresentados pelo Ministério da Cultura e Governo de Minas Gerais. Contam com o patrocínio da Cemig e incentivo das Leis Federal e Estadual de Incentivo à Cultura.

Repertório

Sobre a Pequena Missa Solene

 

Gioacchino Rossini (Pesaro, Itália, 1792 – Passy, França, 1868) e a Pequena Missa Solene (1863)

A Pequena missa solene de Rossini, escrita originalmente para vozes com acompanhamento de dois pianos e harmônio, foi concluída em 1863, cinco anos antes da morte do compositor. O mestre italiano escreveu na primeira página: “Doze cantores de três sexos, homens, mulheres e castrati, serão suficientes para a execução. Isto é, oito para o coro e quatro para o solo, no total de doze querubins”. Em nota introdutória, refere-se à Missa como “o último pecado mortal de minha velhice”, e, no final do manuscrito, anota: “Bom Deus, ei-la terminada, esta pobre pequena Missa. É música santa ou santa música o que acabo de concluir? Nasci para a opera buffa, bem sabes! Pouca ciência, um pouco de coração, eis tudo. Se pois, então, abençoado e concede-me o Paraíso”. A Missa estreou na consagração da capela privada da condessa Louise Pillet-Will em 14 de março de 1864. Embora preferisse a versão de câmara, Rossini orquestrou-a em 1867 – receoso que outra pessoa o fizesse – no intuito de apresentá-la numa “grande basílica”, mas o papa Pio IX, chamado para interceder devido à presença de vozes femininas, não autorizou execuções do trabalho. A orquestração estreou postumamente na sala do Théâtre Italien em 24 de fevereiro de 1869. O qualificativo “pequena” alude à formação original e ao caráter “de salão” da peça; não à sua duração – são quase 80 minutos. A Pequena Missa Solene retoma tradições históricas com vocabulário moderno. Rossini se remete a Palestrina e Bach, e sua música vem a conectar-se a César Frank, Gabriel Fauré e Francis Poulenc. Uma profusão de melodias permeia a escrita contrapontística, o cromatismo elaborado e a invenção harmônica. Ela continua a impressionar gerações na revelação do homem cuja personalidade insiste em parecer um gracejo.

Maestro Fabio Mechetti

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008, Fabio Mechetti posicionou a orquestra mineira no cenário mundial da música erudita. Além dos prêmios conquistados, levou a Filarmônica a quinze capitais brasileiras, a uma turnê pela Argentina e Uruguai e realizou a gravação de oito álbuns, sendo três para o selo internacional Naxos. Natural de São Paulo, Mechetti serviu recentemente como Regente Principal da Filarmônica da Malásia, tornando-se o primeiro regente brasileiro a ser titular de uma orquestra asiática.

Nos Estados Unidos, Mechetti esteve quatorze anos à frente da Orquestra Sinfônica de Jacksonville e, atualmente, é seu Regente Titular Emérito. Foi também Regente Titular das sinfônicas de Syracuse e de Spokane, da qual hoje é seu Regente Emérito. Regente associado de Mstislav Rostropovich na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, com ela dirigiu concertos no Kennedy Center e no Capitólio. Da Sinfônica de San Diego, foi Regente Residente. Fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York conduzindo a Sinfônica de Nova Jersey. Continua dirigindo inúmeras orquestras norte-americanas e é convidado frequente dos festivais de verão norte-americanos, entre eles os de Grant Park em Chicago e Chautauqua em Nova York.

Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos Estados Unidos dirigindo a Ópera de Washington. No seu repertório destacam-se produções de ToscaTurandotCarmemDon GiovanniCosì fan tutteLa BohèmeMadame ButterflyO barbeiro de SevilhaLa Traviata e Otello.

Suas apresentações se estendem ao Canadá, Costa Rica, Dinamarca, Escócia, Espanha, Finlândia, Itália, Japão, México, Nova Zelândia, Suécia e Venezuela. No Brasil, regeu todas as importantes orquestras brasileiras.

Fabio Mechetti é Mestre em Regência e em Composição pela Juilliard School de Nova York e vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, da Dinamarca.

 

Edna D’Oliveira, soprano

 

Uma das mais importantes sopranos na cena lírica brasileira, Edna D’Oliveira é aclamada por suas interpretações de Villa-Lobos, especialmente dasBachianas Brasileiras nº 5 e das canções de Floresta do Amazonas, tendo gravado esta última com a Filarmônica de Minas Gerais. Seu repertório operístico inclui papéis em Rigoletto de Verdi, A flauta mágica de Mozart e O morcego de Johann Strauss Jr. Em Manaus e Belém, participou de várias edições do Festival Amazonas de Ópera. Trabalhou com os mais renomados regentes nacionais e internacionais, como Alastair Willis, John Neschling, Roberto Minczuck e Isaac Karabtchevsky. Aperfeiçoou-se na Inglaterra com os maestros Alex Imgram e Lionel Friend, da Ópera Nacional Inglesa, emlieder na Alemanha e em canto em Viena, com a soprano Eliane Coelho.

Luisa Francesconi, mezzo-soprano

 

Luisa Francesconi tem excepcional capacidade para a execução de coloratura, destacando-se no repertório rossiniano e mozartiano ao interpretar papéis em óperas como O barbeiro de Sevilha, L’Italiana in Algeri, Così fan tutte e Don Giovanni. Ela canta com frequência nos principais teatros brasileiros e italianos e tem se apresentado regularmente também em Portugal. Seu repertório de concerto é vasto, com atuações marcantes em obras como a Rapsódia para contralto e a Missa em si menor de Bach; o Requiem e a Missa da Coroação de Mozart; o Messias de Haendel; a Missa em Dó maior e a Fantasia Coral de Beethoven; as sinfonias números 2, 3 e 8 de Mahler; a Pequena Missa Solene de Rossini; e a Floresta do Amazonasde Villa-Lobos. Luisa gravou como solista a Nona de Beethoven e o Requiem Hebraico de Erich Zeisl, lançados em CD pelo selo Biscoito Fino.

Paulo Mandarino, tenor

 

Paulo Mandarino destaca-se no cenário lírico como intérprete de personagens que vão do clássico ao verismo. Ganhador da bolsa Virtuose, concedida pelo Ministério da Cultura a profissionais consagrados, estudou na Accademia Lirica Italiana, em Milão, com o tenor Pier Miranda Ferraro. Apresentou-se em concertos nas cidades de Paris, Milão, Roma, Viena e Budapeste. Sua estreia profissional foi como Edgardo, na ópera Lucia di Lammermoor, de Donizetti, em sua cidade natal, Brasília. Desde então, deu voz a personagens como Rodolfo, em La Bohème; B. F. Pinkerton, emMadama Butterfly; Cavaradossi, em Tosca, de Puccini; Idomeneo, na ópera homônima de Mozart; Riccardo, em Um baile de máscaras; Duca di Mantova, em Rigoletto, de Verdi; o papel título de Édipo Rei, de Stravinsky; Fausto, de Berlioz. Como concertista, Mandarino tem se destacado por suas participações no Requiem e Inno delle Nazioni, de Verdi; Nona Sinfonia, de Beethoven; O Messias, de Haendel, entre outras obras. Trabalhou com maestros como Jacques Delacote, Isaac Karabtchevsky, Ligia Amadio, Roberto Minczuk, Marin Alsop, Victor Hugo Toro, Alessandro Sangiorgi, Roberto Tibiriçá e Guilherme Mannis, nos maiores teatros brasileiros como os municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sala São Paulo, Teatro Amazonas e Palácio das Artes.

 

Sávio Sperandio, baixo

 

A voz e a presença cênica marcantes de Sávio Sperandio o fazem um dos artistas mais solicitados do Brasil, tendo se apresentado em óperas nos teatros municipais do Rio de Janeiro e São Paulo, Theatro da Paz (Belém), Teatro Amazonas (Manaus), Palácio das Artes de Belo Horizonte, entre outros. No exterior, cantou como Bartolo em O barbeiro de Sevilha no Teatro Colón (Argentina), no Festival de Ópera de Ercolano (Itália) e no Teatro Real de Madrid (Espanha). Também se apresentou no Rossini Opera Festival, no Teatro Arriaga de Bilbao e no Palau de les Arts Reina Sofia de Valência, entre outros. Trabalhou com nomes como Emilio Sagi, Alberto Zedda e Roberto Abbado. Recentemente, participou das montagens de The Rake’s Progress, Nabucco, Romeo e Julieta e Aida.

 

Concentus Musicum de Belo Horizonte, coral

 

O Concentus Musicum de Belo Horizonte é um grupo misto, com formação vocal e instrumental variável, dedicado à interpretação e difusão de obras dos períodos Barroco, Clássico e Renascentista, bem como de um seleto repertório contemporâneo. Foi idealizado pela maestrina Iara Fricke Matte e fez sua estreia em dezembro de 2016, junto à Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, com quem mantém uma frutífera parceria. Entre seus projetos futuros, incluem-se a montagem de obras vocais e orquestrais de J. S. Bach, de seu contemporâneo Jan Dismas Zelenka e de compositores brasileiros coloniais, além de obras instrumentais do século XVIII e início do século XIX.

Iara Fricke Matte, regente do coral

Regente coral e orquestral, Iara Fricke Matte vem se dedicando intensamente ao estudo e à apresentação de obras dos períodos Barroco, Renascentista e Contemporâneo, com ênfase na performance historicamente embasada. Seu repertório é formado de peças corais a capella, sinfônico-corais e sinfônicas, destacando sua grande afinidade com o repertório de J. S. Bach. Iara é Doutora e Mestre em Regência Coral pela Universidade de Indiana e pela Universidade de Minnesota (EUA), onde se especializou em Música Antiga e História da Música. Professora de regência da Escola de Música da UFMG, foi regente titular e diretora artística do coral Ars Nova, da mesma universidade, com o qual conquistou o Troféu JK de Cultura e Desenvolvimento e o terceiro lugar na competição coro misto do 34º Festival de Música de Cantonigròs (Espanha). Em 2016, formou o grupo coral e orquestral Concentus Musicum de Belo Horizonte.

SERVIÇO:

Série Allegro

8 de novembro – 20h30

Sala Minas Gerais

 

Série Vivace

9 de novembro – 20h30

Sala Minas Gerais

 

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