Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto – Tudo é Jazz 2018 terá noite de blues

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Quatro artistas versáteis combinam talentos na sexta feira, dia 18 de maio, em apresentação grátis na cidade histórica

A blue note é uma nota musical que provém das escalas usadas nas canções dos povos afro-americanos durante a realização de seus trabalhos. A característica musical resultante imprime um caráter de lamentação à música podendo considerar-se que tenha surgido como uma consequência da dureza de se exercer o ofício nos campos.

Do ponto de vista sistêmico, consiste em criar uma nota que não consta na escala diatónica tradicional, baixando alguns comas aos terceiro, quinto e sétimo graus da referida escala. Estas transformações tornam uma escala maior numa escala de blues. A escala de blues é usada na maioria dos blues de 8 e 12 compassos, mas também em várias canções populares convencionais com um sentimento “blue” (que pode ser traduzido como melancólico ou triste). Esta herança escalar migrou mais tarde para o universo jazzístico.

“Quando estávamos trabalhando para compor o show, O Blues de Minas Gerais, Wilson Sideral me enviou um coração azul. Aproximando o significado da blue note, nota característica do blues e o coração melancólico dos que cantam blues. Decidi, então, batizar o show como Blue Heart”, explica Maria Alice Martins, curadora e idealizadora do Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto – Tudo é Jazz 2018, que acontece entre os dias 17 de 20 de maio em Belo Horizonte e Ouro Preto.

O Blue Heart foi criado especialmente para o festival e é formado por Wilson Sideral, Bauxita, Affonsinho e Alexandre Araújo. Com cinco discos na bagagem e indicação ao Grammy Latino, Sideral é cantor, compositor e guitarrista conhecido nacionalmente pelos seus hits pop como “Na Moral” e “Fácil”. Bauxita, um cantor extremamente potente, tem uma trajetória especialmente cravada no blues, de mais de 25 anos. Affonsinho é cantor, compositor e guitarrista veio da escola do rock: nos anos 80, integrou o grupo Hanói Hanói e estudou na prestigiada Berklee College of Music, nos Estados Unidos. Com nove discos na carreira, ele se mostrou um artista multifacetado transitando por bossa nova, MPB e Blues. Alexandre Araújo é um dos maiores guitarristas mineiros em atividade. Tem a música no DNA, pois seu irmão, Marco Antônio Araújo, com quem ele chegou a tocar e gravar foi um grande instrumentista nas décadas de 70 e 80 (e sua obra, inclusive com partituras inéditas e raridades, vem sendo recuperada). Sempre com projetos dedicados ao blues, Alexandre é uma grande referência no assunto.

O encontro que esses grandes artistas fazem no Tudo é Jazz (Palco do Rosário, no dia 18 de maio, sexta-feira, às 22 horas) promete ser memorável. A intenção é lembrar da emblemática geração mineira dos anos 80 e 90, com clássicos de mestres do gênero como Muddy Waters, Robert Johnson, BB King, entre outros.

Sobre o Tudo é Jazz

Com o patrocínio da Claro e de Furnas, o Tudo é Jazz  é um festival pioneiro, que vai além do gênero que celebra. Um evento plural, democrático e de formação de público e de artistas na maior cidade histórica de Minas Gerais. Há música de qualidade do Brasil e de vários países pelas ladeiras, praças e ruas para todos. São quatro dias de evento: de 17 a 20 de maio. Acompanhe no Facebook: @tudoejazzoficial

 

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