Felicidade é possível sim, mas, a frustração faz parte da vida

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Psiquiatra ressalta também a importância de sabermos diferenciar felicidade e alegria

Será que a exigência de sermos rigidamente felizes ou “de bem com a vida”, ou a expectativa de um mundo absolutamente bondoso não seria um caminho perigoso? Será que o desfecho não estaria mais associado à infelicidade do que à felicidade? Essas questões nos veem à mente todas às vezes que pensamos em felicidade, afinal faz parte do ser humano querer e buscar uma felicidade que muitas vezes pode ser confundida com alegrias e, na pior das hipóteses, ser utópica.

“É muito importante ressaltar a expectativa que as pessoas colocam em relação a uma realidade perfeita, e o que na realidade é felicidade,” diz a psiquiatra Kelly Pereira Robis, professora dos cursos de medicina da UFMG e PUC/Minas.

Conceitualmente a felicidade é um sentimento, algo que tende a ser mais constante, pois depende de variáveis internas, valores, presente, passado e futuro. Já a alegria é uma emoção, uma reação emocional que é muito transitória. “As pessoas confundem um momento de alegria como sendo representativo de felicidade. Essa expectativa de que nós temos que o mundo não nos frustre é perigosa. As frustrações e os momentos negativos são necessários para que saibamos lidar com a vida, pois ela é cheia de percalços”, alerta a médica.

A psiquiatra alerta para a dicotomia entre depressão e felicidade, e revela que pessoas com depressão podem estar felizes. “A depressão é um quadro onde existe a alteração no processamento das emoções, existe uma tendência à tristeza, a olhar para as coisas de uma forma mais negativa, a interpretar as coisas piores do que elas realmente são. Mas a felicidade, a partir de circunstâncias individuais, parte da associação de fatos internos, externos e valores”.

A especialista completa dizendo que “uma vez que a pessoa consegue identificar um padrão de consistência entre o mundo, si mesmo e os próprios valores e aquilo que espera ser feito em relação ao mundo, aos seus propósitos, é possível uma pessoa mesmo em depressão ser uma pessoa feliz”.

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