Sesc Palladium recebe exposição Cartografia Imaginária

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Um olhar contemporâneo sobre a história urbana, literária e visual de Belo Horizonte. É o que propõe a exposição Cartografia Imaginária: a cidade e suas escritas, que tem curadoria de Marconi Drummond e Maurício Meirelles e será inaugurada na Galeria de Arte GTO do Sesc Palladium, no dia 11 de maio, às 18:30.

A exposição faz parte do eixo temático Língua Portuguesa, que vem norteia a programação do Sesc Palladium até o dia 8 de julho. As atividades foram selecionadas a partir do reconhecimento do idioma como patrimônio imaterial, pensando a memória social, afetiva e geográfica da língua. Outro norte para a definição das atrações foi a percepção do português também do ponto de vista crítico, como importante marco civilizatório calcado numa palavra viva e dinâmica.

Baseada na ideia de “mapas literários”, a mostra Cartografia Imaginária: a cidade e suas escritas, investiga as relações entre cidade concreta e cidade imaginária, num jogo de significados que envolve afirmações e ausências, contaminações e recusas. Explorando interseções da literatura com outras linguagens artísticas, seu objetivo é mostrar como – paralelamente ao espaço urbano e às formas objetivas de representá-lo – uma outra cidade, feita de palavras e imagens, vem sendo construída pela imaginação de seus narradores.

A partir de um acervo múltiplo, constituído por elementos iconográficos (mapas, pinturas, fotografias, lambes, stickers etc.), literários (primeiras edições de livros, jornais e revistas; poemas e trechos de narrativas), audiovisuais (vídeos, animações) e de artes visuais, a intenção da curadoria é lançar um olhar contemporâneo sobre a história urbana da capital.

“Belo Horizonte é permanentemente reinventada pela arte e recriada no plano ficcional. Desde sua fundação, a cidade vive ciclos culturais com presenças intelectuais e artísticas marcantes. Atualmente, busca-se ocupar o espaço urbano com ações criativas e políticas que pensam a cidade em sua dimensão coletiva, como espaço afetivo e de troca. A exposição discute essas questões, colocando acervos históricos e contemporâneos em diálogo – e às vezes em choque. Então, percebemos que muitas questões – como a do espaço público como lugar do bem comum – continuam abertas”, explica o arquiteto e escritor Maurício Meirelles.

“Cartografia Imaginária: a cidade e suas escritas propõe um inusitado encontro entre a cidade tangível, entendida a partir de seus mapas e estruturas, e a cidade que se constrói a partir das relações humanas. São diferentes perspectivas de uma mesma escrita, que explora as interseções da literatura com outras linguagens artísticas, imagens e palavras. A exposição, é, sem dúvida, um importante momento da programação no semestre em que trabalhamos intensamente o Eixo Língua Portuguesa”, afirma Janaina Cunha, Gerente de Cultura do Sesc Palladium.

A exposição faz parte de um projeto mais amplo, chamado Belo Horizonte: cidade literária, uma plataforma de ações culturais transdisciplinares que discutem o espaço urbano e as escritas produzidas sobre a cidade.

Projeto Curatorial

Concebida como um percurso, não linear, através da história literária e urbana de Belo Horizonte, a exposição Cartografia Imaginária investiga, nos diversos registros sobre a cidade – do Curral Del Rei à metrópole contemporânea –, os paralelismos, transversalidades, contaminações e recusas presentes nos modos de descrever, representar, imaginar e recriar Belo Horizonte.
A pergunta – “em que medida os acervos contemporâneos afirmam (ou rejeitam) o registro histórico da cidade?” – norteia o recorte curatorial. O permanente e o volátil; centro e periferia; objetividade e representação; o concreto e o imaginado são algumas peças do jogo com que o visitante da exposição será instigado a compor seu próprio mosaico de Belo Horizonte.
O conceito curatorial adotado na concepção da mostra é formado por uma mescla de autores do cânone literário ligado à cidade – como Drummond, Pedro Nava, Cyro dos Anjos, Affonso Ávila – e autores contemporâneos, tais como Adriane Garcia, Marcílio França Castro, Ana Martins Marques, Ricardo Aleixo, dentre outros. Já o acervo iconográfico e audiovisual inclui trabalhos de Artur Barrio, Márcio Sampaio, Daniel Escobar, Brígida Campbell, Nydia Negromonte, Sylvia Amélia, Thiago (Kid Azucrina!) Campos, entre outros.

SERVIÇO:
Cartografia Imaginária: a cidade e suas escritas
Abertura: Dia 11 de maio, às 18:30 h.
Visitação: De terça à domingo, das 09:00 às 21:00 h. Entrada franca.
Classificação etária: livre para todos os públicos.
Período expositivo: de 12 de maio a 08 de julho de 2018.
Local: Galeria de Arte GTO, Sesc Palladium – Av. Augusto de Lima, no 420, Centro. Belo Horizonte, MG. CEP 30.190-006
Informações: www.sescmg.com.br. Telefone: (31) 3270-8100.

Sobre os curadores da exposição Cartografia Imaginária: a cidade e suas escritas
Maurício Meirelles é escritor, arquiteto e urbanista formado pela Escola de Arquitetura da UFMG em 1992. Foi premiado no 5º Concurso Ópera Prima – Prêmio Paviflex – Centro Intermídia para as artes (1993); Premiação anual de Arquitetura do IAB /MG (1997 e 2002). É também escritor, tendo publicado contos no Suplemento Literário de Minas Gerais e nas revistas literárias GERMINA e PESSOA. Publicou, em 2016, o livro infanto-juvenil “Birigüi”, pela editora Miguilim, de Belo Horizonte; encontra-se no prelo, pela mesma editora, seu livro “A Cidadela”.
Participou, como convidado, dos seguintes eventos de literatura: ZIP/Zona de Invenção & Poesia, 2011; 9º seminário Beagalê: a Literatura e a Cidade, 2014; Circuito Literário Praça da Liberdade, 2014; Projeto Ciclos de Convivência Literária, 2016. Foi curador da área de literatura do Projeto VerboGentileza, 2016; Participou da Flipinha da FLIP, 2016. Seu livro “Birigüi foi finalista na categoria “Literatura Infantil” do 59º Prêmio Jabuti (2017), tendo sido selecionado para a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha (2017, Itália) e para a compor a Coleção The White Ravens, da Internationale Jugendbibliothek de Munique, Alemanha. O livro recebeu também o selo Altamente Recomendável FNLIJ 2017, da FNLIJ – Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, e o prêmio 30 Melhores Livros Infantis do Ano 2017, da Revista Crescer. A mesma publicação recebeu o Prêmio Destaques 2016 da Revista Emília.

Marconi Drummond é artista visual, curador, designer gráfico e gestor cultural. Dirige a Cápsula Cultura, escritório de projetos culturais, curatoriais e de design gráfico. Foi responsável pela curadoria das exposições “Quasepoema – cartas e outras escrituras drummondianas”, dedicada à obra do escritor Carlos Drummond de Andrade (2014); “Horizonte Moderno”; “Habitáculo” (2015) e “Absurdus: Murilo Rubião 100 anos” (2017). Em 2009 foi premiado no 51º Prêmio Jabuti na categoria “Melhor Projeto Gráfico”. No mesmo ano, participou da coletiva “Design Brasileiro Hoje – Fronteiras”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Participou da exposição “We Love Books – A World Tour” (2008), na França, no Centre du Graphisme d’Échirolles. Entre 2014 e 2015 atuou como Superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade. Foi curador do Museu de Arte da Pampulha entre 2006 e 2010. Participou de três edições do programa de arte-residência “Bolsa Pampulha”, tendo concebido e coordenado as edições 2007-2008 e 2010-2011. Entre 2004 e 2006 foi diretor da Escola de Arte Rodrigo Melo Franco de Andrade, Fundação de Arte de Ouro Preto, Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. Foi também responsável pelo Núcleo de Arte, pelo Núcleo de Conservação e Restauração e pela Galeria Nello Nuno.

Sobre a plataforma de projetos “Belo Horizonte: cidade literária”
As iniciativas da plataforma Belo Horizonte: Cidade Literária inserem-se no contexto das discussões sobre o papel da cultura para o desenvolvimento sustentável das cidades no século 21. Partindo da rica tradição literária local, o objetivo do projeto é promover o espaço público de Belo Horizonte como território de exploração criativa, estabelecendo vínculos de afeto e pertencimento entre os moradores e a cidade.
Por meio de ações de conscientização cultural baseadas em construções coletivas, inclusivas e multiplicadoras, o projeto visa contribuir para o fomento e a divulgação de Belo Horizonte como Cidade Literária.

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