“Educação banhada em humanidade” é mote da abertura de debate público sobre...

“Educação banhada em humanidade” é mote da abertura de debate público sobre o PEE

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A necessidade de que o Plano Estadual de Educação de Minas Gerais seja plural, respeitoso para com a diversidade de gênero, étnica e social, inclusivo e focado na defesa da vida foi a marca dos discursos de abertura do Debate Público: Planejando a Educação em Minas Gerais – Metas e Estratégias para Financiamento e Redução das Desigualdades Educacionais, na manhã desta sexta-feira (19/2/16), no Plenário da ALMG. Nesse sentido, o destaque foi para o discurso emocionado da secretária de Estado da Educação, Macaé Evaristo, que defendeu que a educação mineira seja “banhada de humanidade”, reagindo a declarações fascistas de dois manifestantes que ocupavam a galeria do Plenário, e foi aplaudida de pé por mais de duas centenas de convidados.

“Queremos que todas as pessoas tenham direito à voz e à educação. Vamos calar qualquer fascismo no nosso estado”, afirmou a secretária. “O que muitas vezes nos incomoda são pessoas que a gente não sabe de onde vem, para tentar desconstruir a beleza do direito à construção do nosso país”, disse. A coordenadora do Fórum Estadual de Educação, Suely Duque Rodarte, também defendeu que a edução não deve ser um projeto, mas sim uma política de Estado, que garanta a qualidade no ensino. Já a representante do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute/MG), Feliciana Alves Saldanha, defendeu mais investimentos no setor, principalmente na educação básica.

O presidente da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da ALMG, deputado Paulo Lamac (Rede), conduziu os trabalhos e realçou a importância do debate público, que “inicia a discussão sobre alguns tópicos importantes que serão desenvolvidos no decorrer do evento sobre o Plano Estadual de Educação”. “Esperamos que culmine no melhor plano de educação que possamos construir conjuntamente”, disse Paulo Lamac.

Pela manhã, as formas de financiamento para a educação pública no país foram o tema central. Um dos palestrantes, o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, disse, hoje, a maior parte dos estados tem recebido menos que o definido do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

Segundo ele, com a queda de arrecadação de recursos do Pré-Sal, que, por lei, desde 2013, seriam parcialmente destinados ao setor, e a crise econômica que o país atravessa, é fundamental que se encontrem maneiras de garantir e ampliar as verbas da educação, sob pena de não se atingir tão cedo os patamares de qualidade almejados.

Na parte da tarde, o destaque seriam as discussões sobre “Superação das desigualdades educacionais: acesso dos alunos pá educação especial, do campo, indígena, quilombola e no sistema prisonal e socioeducativo” e “Reformulação curricular do ensino médio, enfrentamento da evasão escolar e melhora do desempenho dos alunos”.

(Com ALMG)

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