Ana Cañas lança novo trabalho

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Novo CD traz influências setentistas e
participação de Arnaldo Antunes 

*Jornalista – Felipe José de Jesus 

Ana Cañas se firmou como uma das mais influentes artistas da nova safra da MPB. Agora, ela volta ao cenário musical para apresentar o seu quarto disco: “Tô na Vida”, com uma pegada mais rock and roll.

No dia 28 de novembro, a cantora fez um show em Belo Horizonte, no Teatro Bradesco e aproveitou para falar sobre a nova sonoridade do álbum. “Na verdade, o rock sempre foi a principal vertente do meu trabalho. Dentro do show que o Ney Matogrosso dirigiu, havia um bloco muito roqueiro e ele sempre era o ápice. Esse disco foi um desafio neste sentido, já que tinha que aproximar a vibe do show no disco. Foi um momento de radicalizar essa busca e o encontro definitivo com uma sonoridade”, informa.

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Capa do novo álbum de Ana Cañas: Tô Na Vida
(Foto: www.hitsebeats.ninja)

 

O novo trabalho da cantora têm uma nítida influência setentista, tanto na capa do CD, que traz uma fotografia envelhecida estilo polaroid, quanto em algumas canções. “Eu vejo o disco mais setentista, se levarmos em consideração o timbre, a sonoridade e os arranjos”.

Segundo Ana, a música Mulher que faz parte do álbum era inicialmente um poema e não uma canção. “Entrou nos 45 minutos do segundo tempo. Todo mundo acaba me perguntando sobre ela, e eu fico contente, pois se tornou uma música expressiva”.

Cercada de bons nomes

A cantora comenta que para chegar ao bom resultado do álbum, ela se cercou de nomes de peso da música. Entre eles, Pedro Luís e Arnaldo Antunes. Além deles, o disco traz a participação de Marcelo Jeneci, que assume os teclados de algumas músicas. “Trabalhar com pessoas experientes é sempre um grande e rico aprendizado.  O encontro é sempre uma alquimia. Existe uma sintonia, uma coisa de pele e de alma. A parceria dá certo quando existe uma afinidade real e verdadeira. Sou muito grata à todos eles”, relata.

Por trazer  tantas participações e influências, o disco soa um pouco mais comercial do que os álbuns anteriores. Para ela, o trabalho não entra no quesito. “Eu não sei o que é comercial, porque nunca ganhei tanto dinheiro e fiquei rica. Faço o que acredito, buscando a essência. A gravadora sabe disso e me apoia integralmente, por isso, possuo meu próprio selo em parceria com a Som Livre. Se eu pensar em fazer uma música para vender, vai dar errado. Não se engana o público, pois é o mesmo que se enganar”, conclui.

1 COMENTÁRIO

  1. Felipe, o Tô Na Vida é muito bom! Bem diferente de todos que ouvi dela, com um pouco de referência a Soul/ Blues. Bacana teu texto e tua pesquisa! Abraço!

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