Crítica Musical: The Cranberries: Something Else ‘reacende’ a chama do grupo irlandês

Crítica Musical: The Cranberries: Something Else ‘reacende’ a chama do grupo irlandês

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Novo álbum com versões acústicas
traz também três novas canções; Voz de Dolores
O’Riordan continua a mesma dos anos de 1990

*Crítica Musical
*Jornalista (JP)
*Felipe de Jesus
*💿Avaliação do álbum: Cinco estrelas
*💿Avaliação máxima: Cinco estrelas

Como é prazeroso escutar uma banda que fez parte da sua adolescência e após 30 anos de estrada ver que eles continuam com a mesma pegada do início de carreira. O The Cranberries, grupo irlandês se encaixa bem nesses moldes e “Something Else (2017)” novo trabalho do grupo lançado recentemente comprova que os anos de estrada não alteraram em nada o profissionalismo do grupo, mas sim, trouxeram mais experiência e acima de tudo, mais alegria e energia para o grupo.

Capa do novo disco faz uma alusão aos dois primeiros discos
(Imagem: Divulgação The Cranberries)

“Something Else” sela as quase três décadas de carreira da banda e marca uma fase de nostalgia do grupo com a revisitação das canções Linger, Ode To My Family, Free To Decide, Dreams, mas reacende a chama do grupo na mídia mundial com as novas, Why, The Glory e Rapture que mostram a vocalista Dolores O’Riordan na casa dos 45 anos de idade mais animada do que nunca e sem nenhuma alteração vocal.

Das três novas canções do The Cranberries em “Somethig Else (2017)”, The Glory é a faixa que mais gostei do grupo. Talvez porque ela se encaixaria em “Everybody Else Is Doing It, So Why Can’t We? (1993)” que para mim é um dos melhores discos do grupo. Já a canção Rapture parece ter sido retirada do disco “No Need To Argue (1994)” e se encaixaria bem no álbum após a canção Ridiculous Toughts, que é uma das minhas faixas (Rock) prediletas do grupo. Já a música Why poderia com certeza entrar para o disco “Roses (2012)”, que mesmo não tendo ficado muito conhecido pelo público é um álbum que traz algumas canções interessantes como a balada ‘Tomorrow’, que traz uma certa nostalgia com imagens antigas do grupo.

Os dois primeiros discos do The Cranberries (1993) e (1994)
(Imagens: Divulgação The Cranberries)

Capa do disco

Para os fãs que acompanham a banda desde os anos de 1990 e tem os discos  “Evebory Else Is Doing (1992)”, “No Need To Argue (1994)”, ou “To The Faithful Departed Departed (1996)”, “Something Else (2017)”, não traz nenhuma decepção em termos de sonoridade e também em estética. A capa do novo disco também entra nessa fase nostálgica, já que o grupo reproduz praticamente a imagem dos dois primeiros discos com os integrantes sentados na mesma posição em uma poltrona. Além disso, o letreiro usado para descrever o nome do grupo e também do álbum segue a mesma linha dos discos de 1993 e 1994. Para os fãs que como eu gostam de relembrar de grandes hits e ao mesmo curtir novas canções, “Somethig Else” chega nas lojas para vendas físicas e digitais na medida certa.

Capa do álbum To The Faithful Departed (1996)
(Foto: Divulgação The Cranberries)

Novo álbum?

Além das versões plugadas do novo álbum e as inéditas, o The Cranberries ja anunciou também que fará um novo disco ate o fim desse ano ainda com novas canções. “Something Else” já está excursionando por alguns países e os fãs brasileiros esperam e torcem com certeza para que o grupo venha em terras brasileiras em breve. Como qualquer atração Internacional está tendo seis ingressos esgotados em minutos, é bom ficar de olho na agenda do grupo para ver se realmente eles vão vir ao Brasil.

Avalio o novo disco com “cinco estrelas” e não porque admiro o trabalho da banda, mas pela leveza que o novo disco traz e a nostalgia de um grupo que mesmo tendo quase 30 anos, continuam firmes em termos de produção musical e o melhor com a mesma formação do início de carreira: Dolores O’Riordan, Noel Hogan,  Fergal Lawler, Michael Hogan e Niall Quinn. Vale a pena escutar esse novo disco do The Cranberries e se deliciar também nas novas músicas. Até a próxima coluna Crítica Musical.

Confiram as faixas do novo disco:

Linger
Dreams
When You’re Gone
Zombie
Ridiculous
Rupture
Ode to My Family
Free to Decide
Just My Imagination
Animal Instinct
You & Me
Why

The Cranberries – 2017 Something Else: The Glory:

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