Calvície: é possível fugir desse pesadelo?

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Especialista explica que os primeiros sinais aparecem ainda na juventude e que o uso de medicamentos pode ser bastante eficiente em alguns tratamentos

A calvície é um problema que atinge milhões de pessoas no mundo todo, entre elas, a maioria são homens, porém, o transtorno atinge muitas mulheres que também se preocupam com o efeito da doença. O fato é que a queda exacerbada de cabelo preocupa e incomoda muita gente.

Segundo a médica dermatologista Luiza Ottoni, especialista em tricologia e implante capilar na Clínica Espaço A, em Belo Horizonte, os principais sintomas no sexo masculino são: afinamento dos fios e rarefação na região das entradas e da coroa. “Nas mulheres esse efeito é mais difuso e acontece com mais frequência no topo da cabeça. Para os homens os sintomas iniciais surgem aos 16/17 anos. Já a calvície feminina pode aparecer em dois momentos: entre 20 e 30 anos e também próximo ao período da menopausa”.

Para ter o diagnóstico correto e realizar o tratamento é indicado procurar um especialista que irá orientar o paciente da melhor forma. “É necessário fazer um planejamento e conhecer todas as opções de tratamento. Todo medicamento ou procedimento cirúrgico, por mais simples que pareça, tem suas contraindicações e efeitos. Para uso de alguns medicamentos são necessários exames prévios e avaliação clínica”, explicou Luiza.

Uso de medicamentos

Ela conta que geralmente, os medicamentos receitados são loções (como o Minoxidil) com estimuladores de crescimento que ajudam a engrossar os fios, e comprimidos que possuem ação de bloqueio hormonal (Finasterida e Dutasterida, por exemplo). “Também é possível usar uma técnica conhecida como Microinfusão de Medicamentos na Pele (MMP), em que o medicamento é aplicado diretamente no couro cabeludo com auxílio de um aparelho eletrônico, tal procedimento deve ser feito mensalmente no consultório médico”, acrescentou a tricologista.

De acordo com a médica, o objetivo dos tratamentos é aumentar a espessura dos fios e “acordar” as unidades foliculares que, devido aos hormônios, ficam em fase de latência durante o período. Ela garante que após quatro meses já é possível sentir os efeitos das medicações e a melhora da densidade capilar. E destaca que quanto mais cedo começar o tratamento, maior é a chance de estabilização do quadro, portanto é indicado procurar um especialista logo no início dos sintomas.

Em casos mais extensos, a dermatologista recomenda o transplante capilar como complementação para o tratamento clínico. Em mulheres também é possível o uso de agentes de ação no eixo hormonal capilar. Mas, é necessário ficar atento as contraindicações. “Gestantes, por exemplo, não podem utilizar os medicamentos. Pacientes que possuem alterações hepáticas (fígado) ou que já apresentaram algum efeito adverso grave anterior com os remédios também tem restrições para uso de alguns comprimidos”, afirmou Ottoni.

Assim como todos os medicamentos, ela lembra que podem haver alguns efeitos colaterais relacionados ao uso dos comprimidos utilizados durante o tratamento. Mas, estudos comprovam que nenhuma reação adversa grave, como câncer de próstata ou mama, tem qualquer tipo de relação com os remédios usados contra a calvície. Ainda de acordo com os estudos, cerca de 2% dos homens apresentaram queda de libido e dificuldade de ereção, mas a maioria não demonstrou nenhum destes efeitos.

Fonte: Luiza Ottoni, médica dermatologista e membra da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). É especialista em tricologia e implante capilar na Clínica Espaço A, em Belo Horizonte (www.tricologiabh.com.br).

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