Mineira que virou referencia no Brasil na área de Comércio Exterior

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ENTREVISTA COM MICHELLE FERNANDES
 
– O que te motivou a seguir a carreira de comercio exterior?

Eu sempre gostei muito de desafios. Quando entrei no mercado há 14 anos quase não tinha mulheres atuando nesta área. Era um universo diferente. Eu estava cursando Relações Internacionais e me encantei com a possibilidade de conhecer outras culturas e fazer negócios. Comecei a carreira com RI e depois fui estudar comércio exterior e logística.
 
– Quando e por que você decidiu abrir a empresa?
Trabalhava em outra empresa quando percebi que existia uma demanda dos clientes por um trabalho macro, mais completo dentro da área de comércio exterior. Resolvi abrir uma empresa que pudesse atender o cliente no formato Door to Door para importações e exportações. As empresas desse setor geralmente são segmentadas. Abri a M2trade com a visão de consultoria em todas as etapas do processo. Hoje, vendo soluções em Comércio Exterior. Minha empresa oferece serviço de logística, consultoria, despacho aduaneiro e trading company.
 
– Você teve apoio ou incentivo para abrir investir nesta área?
Não! Pelo contrário, sempre ouvi que este mercado não era para mulheres. Imagine, vender serviços ligados ao porto, etc…  Era inadmissível!
 
– Quais os desafios que você enfrenta por ser mulher em um ambiente muito masculino?
Hoje,  99,9% dos meus clientes são homens, e eu costumo dizer que eu negocio com eles “de homem para homem”, porque essa foi a forma que eu encontrei para me relacionar de forma igual, com todos, independente do sexo.Sofri muito preconceito no início da carreira, ouvia comentários como “Ah, é mulher, bonitinha,mas   não entende nada”. Certa vez eu cheguei em uma reunião com clientes italianos e fui confundida com a secretária, eles me perguntaram: “Cadê seu chefe? Já está chegando para negociar com a gente? ” Enfim, enfrentei muitos desafios para conquistar o meu espaço dentro do comércio exterior.
– Que tipos de competência você considera um diferencial por ser mulher?
A negociação. Sem dúvida! Estamos acostumadas com a pressão, com a sobrecarga e o  estresse. A mulher tem mais jogo de cintura, mais sangue frio para negociar.
– Quais são seus sonhos como empresária para o futuro?
Trabalhar no crescimento da minha empresa, a M2Trade. Estudar novas tecnologias, investir no follow-up para os clientes, fomentar a exportação brasileira e trazer novos produtos para o Brasil.

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