De olho na segurança, mercado busca alternativas para substituir álcool em gel

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Somente de janeiro a abril deste ano já foram registrados pelos Centros de Informação e Assistência Toxicológica – CIATox  108 casos de intoxicação por álcool em gel no Brasil. Isso representa um aumento de 535% com relação à 2019, quando foram contabilizados apenas 17 casos. Do total de acidentes registrados este ano, 88 ocorreram com crianças, principalmente no ambiente doméstico.

Diante desses números, a ANVISA divulgou a Nota Técnica – NT, 12/2020 na qual incentiva a prática de condutas preventivas de acidentes, principalmente para o público infantil. Entre as orientações estão a não utilização do produto em forma de aerosol nas crianças e o cuidado com o armazenamento, que só deve ser realizado em embalagens próprias da substância.

“O contato das crianças com o álcool em gel precisa sempre ser supervisionado, principalmente em crianças menores de 5 anos. Isso porque há risco de intoxicação por ingestão ou por inalação acidental. O contato do produto com a pele das crianças também é muito perigoso, já que pode causar irritações, tais como ressecamentos e descamação. No caso de contato com a mucosa dos olhos, pode causar trauma químico podendo levar, em casos mais graves, à cegueira”, explica a médica Luciana Verdolin.

Queimaduras em crianças

“O Brasil é o único país do mundo que registra acidentes causados pelo uso do álcool. Isso porque é cultural utilizar a substância para absolutamente tudo, desde a higienização da pele às superfícies. Já é hora de haver uma conscientização quanto ao uso do produto. Substituí-lo por outra substância sanitizante seria o ideal e frearia o número de acidentes. Só neste ano, já registramos mais de 400 casos de grandes queimaduras”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Queimaduras – SBQ, Dr. José Adorno.

Como o álcool em gel leva mais tempo para evaporar da pele, é preciso ter cautela ao se aproximar do fogo, pois como as chamas são transparentes, o perigo é ainda maior.  “Cerca de 70% dos acidentes acontecem em casa. Deles, 40% acometem as crianças”, comenta o presidente.

No caso de crianças, que possuem a pele mais fina e delicada, podem ocorrer queimaduras mais profundas e dolorosas, que chegam a atingir o 2º. grau superficial até as camadas mais profundas da pele, chegando, em casos mais raros, à queimadura de 3º. grau.

 

Alternativas e solução

O mercado tem buscado alternativas seguras e que sejam determinantes para a diminuição dos acidentes. Foi nesse sentido que a TCI Laboratório Biotecnológico desenvolveu o Extraya. A loção é antisséptica e hidratante e possui em sua fórmula ativos naturais e biotecnológicos. Ela foi testada e aprovada por laboratórios credenciados pela ANVISA. e, por não conter álcool em sua fórmula, não é inflamável.

“O Extraya possui risco zero de queimaduras e intoxicações em crianças e idosos. A loção é recomendada para toda a família. O produto possui dupla função: é antisséptico e hidratante, promovendo proteção e hidratação profunda da pele das mãos e da face por até 3 horas. Diferentemente do álcool em gel, que protege por poucos minutos, resseca a pele e ainda apresenta alto risco de acidentes, como alerta a ANVISA”, afirma o pesquisador e desenvolvedor do produto, Marcos Guedes.

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