Aeroporto de Confins já tem 90 voos cancelados e passageiros enfrentam caos no terminal

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Manhã de caos neste sábado no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A baixa visibilidade provocada pela chuva e neblina faz com que o aeroporto opere por instrumentos, gerando cancelamentos e atrasos. O terminal chegou a fechar há algumas horas, segundo a BH Airport. Até as 10h, 39 voos haviam sido cancelados e quem está no aeroporto encontra saguões lotados e até goteiras.

Conforme o último boletim, esta situação começou às 6 da manhã. Das 0h às 18h, 72 voos foram cancelados, segundo a BH Airport, concessionária que administra o terminal. Ainda de acordo com a BH Airport, 71 chegadas e 43 partidas tiveram atrasos.

No Terminal 1, destinado a voos nacionais, as filas nos balcões das companhias aéreas para remarcações e reclamações se misturam, transformando tudo em uma única multidão. Por todos os lados, passageiros empurram pilhas de malas e as pessoas com crianças de colo se ajeitam como podem. Até mesmo o sinal de telefonia celular começa a falhar, com muitas pessoas usando a rede.

As mesas e cadeiras dos cafés são ocupadas por idosos procurando descanso. Outras pessoas estão sentadas no chão, impacientes. Agentes das empresas passam no grito avisando sobre as alterações. Há goteiras no teto, e como não há espaço para limpeza, há baldes de lixo contendo a água. Molhados, os calçados dos passageiros espalham ainda mais sujeira pelo piso.

“É um absurdo um aeroporto com esse porte, que tem intenção de ser um hub internacional e nacional, não suportar condições climáticas que nem são tão severas assim”, diz Carlos Gonçalves, 37 anos, aguardando um voo da TAM de BH para Brasília desde 8h. Ele se encontra no status “atrasado por condições meteorológicas”.

“É um absurdo total. Estou passando as férias no aeroporto. Ninguém sabe informar se vou voar hoje ainda. Como que uma simples chuva em pleno século XXI provoca tanto tumulto?”, reclama Teresinha Viana, analista educacional, 64 anos, que partiria em um voo da Gol para Recife, que foi cancelado.

Confins opera por instrumentos pelo quarto dia consecutivo. De acordo com a assessoria de imprensa da BH Airport, não é possível calcular por quantas horas o terminal operou nestas condições, já que a operação é alternada à medida em que as condições de visibilidade melhoram ou pioram ao longo do dia. Com a operação por instrumentos, há uma grande concentração de voos ao mesmo tempo, o que leva a uma demora na acomodação das aeronaves na pista, gerando atraso.

Questionada sobre o ILS (Instrument Landing System) – um dos equipamentos de auxílio à aeronavegação, utilizado em situações de baixa visibilidade –, a BH Airport informa que ele está funcionando normalmente. No entanto, quando a visibilidade se encontra abaixo do mínimo (o teto é de 300 pés), muitas vezes nem o aparelho vai ser suficiente para operar o pouso. Assim, o piloto e a companhia optam por cancelar ou operar por instrumentos.

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