De futuro engenheiro aeroespacial até primeira mulher: Brasil define ‘pilotos’ para Mundial de Avião de Papel

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Participant performs during Red Bull Paper Wings Qualifier at UNI BH in Belo Horizonte, Brazil on April 27, 2019 // Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool // AP-1Z5TBSDKN2511 // Usage for editorial use only // Please go to www.redbullcontentpool.com for further information. //
Com pilotos definidos, o Brasil fez check-in e está com as turbinas acionadas para decolar na quinta edição do Red Bull Paper Wings, torneio mundial de aviõeszinhos de papel. Nos próximos dias 17 e 18, os três comandantes especialistas em imaginação e dobraduras em papel encaram participantes de 63 países, na Áustria, rumo ao título da competição.
Na categoria tempo de voo, o mineiro Artur Assunção leva a paixão pelos aviões a sério. Aos 20 anos e natural de Ubá-MG, o jovem cursa o sexto semestre de Engenharia Aeroespacial na UFMG e conseguiu se classificar por seu projeto permanecer 9.26 segundos no ar. “Desde criança eu gosto da brincadeira. Quando soube da competição, comecei a treinar com amigos e analisei alguns modelos em um livro específico. Espero superar a marca e ter uma experiência de grande aprendizagem na Áustria”, afirma o estudante.
De modo inédito, o Brasil terá uma mulher entre as finalistas da competição. Ana Beatriz, de Ourinhos-SP, cursa Rádio e TV na Faculdade Cásper Líbero e se inspirou em seus hobbies para ser a mais votada na categoria Arcrobacia, cujo sistema de disputa envolvia produção de um vídeo, análise de jurados e votação aberta online. Unindo beatbox, futebol e aviãozinho de papel, a jovem de 21 anos garantiu sua vaga no torneio.
“Estou muito feliz em representar o Brasil, principalmente pelo fato de ser a primeira do sexo feminino. É muito importante que elas ocupem diversos espaços. Eu me inspiro em todas que lutaram para ocupar lugares onde queriam e estou ansiosa para tentar trazer o título ao País”, relata Ana, que integra uma lista iniciada pela sul-africana Nomfundo Ngcobo, primeira mulher a participar do Mundial de Aviãozinho de papel, logo na edição de estreia, em 2006.
Por fim, o terceiro brasileiro classificado é Heitor Souza, estudante de Agronomia na UFMT. Aos 21 anos, o jovem natural de Cáceres-MT atingiu a marca de 44.80m na categoria maior distância para se tornar um dos pilotos brasileiros rumo à Áustria. “Eu sempre brinquei muito na infância, pois analisava vídeos e fazia diversos modelos. Depois de vencer, fui procurar aprender com materiais sobre os melhores do mundo e quero superar a minha marca no Mundial. Foi uma surpresa e estou bem feliz. Aliás, comprei um pacote de folhas e estou treinando no ginásio da universidade”, diz.
O Brasil contou com dezenas de qualificatórias durante o final de março e ao longo de abril em mais de 10 Estados. Agora, os vencedores vão representar o Brasil, diante de 63 países, no Hangar-7, em Salzburg, na Áustria. Vale lembrar que, em 2006 e 2009, o País faturou o título internacional na categoria ‘tempo de voo’.
O Red Bull Paper Wings surgiu em 2006, está em sua quinta edição (2006, 2009, 2012, 2015 e 2019) e empolga milhares de universitários ao redor do mundo. Neste ano, 405 universidades foram palco de seletivas para determinar os campeões de cada nação.
Artur Assunção estudou sobre os modelos de aviõeszinhos de papel que teriam melhor desempenho e técnicas de arremesso para que o projeto ficasse mais tempo no ar (Crédito: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool)

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